RENASCENTE ART IN PROCESS PIATAN LUBE Programa de Residência artística Mas, que arte cabe numa cidade? Galeria de arte Casarão Av. Florentino Avidos, Nº01 Centro – Viana/ES

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RENASCENTE

ART IN  PROCESS  PIATAN LUBE

Programa de Residência artística Mas, que arte cabe numa cidade?

Galeria de arte Casarão Av. Florentino Avidos, Nº01  Centro – Viana/ES

 Exposição de 08 de maio à 8 de julho

visitação  Terça a sexta 10 às 18h. Sáb. dom. e feriados 12 às 18h. Visita Mediadas  terça à sexta, das 10 às 18 horas

 Prefeita Municipal de Viana Ângela Maria Sias

  Vice Prefeito Carlos Augusto Lopes

 Secretária Municipal de Cultura, Esporte e Turismo  Fabiene Passamani Mariano

 Diretora do Dept° de Patrimônio e Memória Sonia Souza Zorzal

Diretora do Dept° de Cultura Josiana Gallina

Diretor do Dept° de Turismo  Rodrigo Poltronieri

 Diretor do Dept° de Esportes Adair José Gava

 Galeria de Arte Casarão José Edmilson Alvarenga,  Leodilha Stein dos Santos                                 Estagiários Patrícia Freire Alves  Wanberg, Fernando da Silva

 EXPOSIÇÃO

Curadoria e coordenação do Programa Neusa Mendes

 Curadoria da exposição Júlio Tigre

Coordenação do Programa educativo Mara Perpetua

 Expografia Casa do Lago

 Design Gráfico Charles Peixoto, Fernando Francez, Icléa Santos.

 Produção Gráfica Icléa Santos

 Fotografia Chico Netto

 Registro Videográfico Alexandre Barcelos.

 Entre Saudades e Guerrilhas

Consultoria ambiental :Maria Fabrís Colodete

Livro Obra /Encadernação: Ivan Cosenza

Viverista: Herbert Luiz Cesarino

Construção Berçário: Carlos Rabana, Raian Lube, Hebert Luiz

Equipe de intervenção:

Nascente 001: Delson Gava, Sarà Gava, Narciso Gava, Maura Gava, Marcos Ruas, Gilmar Oliveira (Gil), Patrício Santos, Jonas Lube, Zé Luiz Oliveira Silva, Herbert Luiz, Piatan Lube, Luiz Carlos Ferreira, Mariana Valten, Priscila Meneses, Amanda Meneses, Robinho Meneses, Gabriela Rossi

Nascente 002: Piatan Lube, Renata Lírio, Marcos Ruas, Patrício Santos, Luiz Carlos Ferreira, Renato Pombal ,Leandro Freire,  Gabriela Rossi.

Nascente 003: Família Gallina, Renato Pombal, Leandro Freire, Fernado Fepas, Marcos Ruas, Renata Lírio, Lucio Zambo, Gaspar Calacuta, Gilmar Oliveira (Gil) , Piatan Lube, Sr.José Biririca, Wagner Santana Barros (Javali), Jonas Lube, Luiz Carlos Ferreira.

Nascente 004: Família Troncoso Nascimento, Luiz Otávio, Gilçia Nascimentos, J Silva( Jotinha )Marcos Ruas, Wagner Santana Barros Javali, Luan, Cláudio Da hora, Eugênio da Hora, Marcos Pia, Luiz Carlos Ferreira, Escola Pluridoçente Luiz Lube (Piapitangui) Professora Guiomar , Tiago Folador,Vera Lucia Gouveia, Gilmar Moreira.

 Governo do Estado do Espirito Santo

Secretário de Estado da Cultura  José Paulo Viçosi

Subsecretário de Estado da Cultura  Erlon José Paschoal

Subsecretária de Patrimônio Cultural  Joelma Consuelo Fonseca e Silva

Instituto Sincades

Presidente  Idalberto Luiz Mouro

Gerente Durval Uliana

Coordenadora de Programas e Projetos Ivete Paganini

Jornalista Silvana  Sarmento

Analista de Projetos Lívia Caetano Brunoro

Assistente de Projeto  Daphne Quinelato

 RENASCENTE   

O programa “Mas, que arte cabe numa cidade?” consolida-se como uma referência internacional na modalidade de residência artística e intervenção urbana. Foi escolhido, em um conjunto de 10 (dez), para representar este continente no fórum internacional dos melhores projetos mundiais de arte pública de Xangai, a ser realizado em maio de 2012.

Para esta terceira edição, o programa convida o artista Piatan Lube. “Entre Saudade e Guerrilha” é um projeto de intervenção urbana, sendo o artista convidado morador do bairro Piapitangui, na cidade de Viana (ES), e vencedor do edital nº11 da Secretaria de Estado da Cultura (Secult). A residência teve suas atividades iniciadas na segunda quinzena de agosto de 2011. A  exposição intitulada “Renascente”,  resultante do trabalho de residência ficará aberta à visitação pública até o final de julho.

RENASCENTE a memória da água

 Inicio esse texto com uma lembrança de meu filho Henrique no ano de 2002, aos doze anos. Depois de uma caminhada que fazíamos diariamente pelo bairro, fomos matar a sede, e, nesse dia em especial, antes de virar o copo com o precioso líquido, ele disse em voz alta as seguintes palavras: ‘Esta água, que já foi rio, geleira, nuvem, mar e xixi de muitos bichos, agora vai para dentro de mim’. Fiquei com essa imagem como um presente, algo que, mesmo de forma ingênua, afirmava uma relação que estamos sempre esquecendo, que as diversas matérias desse planeta possuem seus ciclos, seus percursos sobre a terra, e se renovam sempre como matéria simbólica quando atentamos para o fato de que, sobre elas, o tempo age construindo, às vezes de forma irrecuperável, sua história. A memória da água, esse talvez seja o tema, a lógica de tudo o que estamos vendo à  nossa volta, as plantas que Piatan Lube propôs como ligadura entre o humano e este elemento vital como determinação de um lugar. A partir destes implantes, ao considerarmos quatros fontes, então quatro lugares, prefiro afirmar que estes se fazem compor num mesmo lugar, a fonte onde floresce a origem dessa ideia.

Tão fluido quanto água é o pensamento, que é capaz de estruturar arquiteturas dentro de uma racionalidade previsível e, ao mesmo tempo, não se manter sempre no mesmo leito, assim como um rio vai encontrando os obstáculos com os quais redesenha sempre suas margens.

Vamos recordar a guerrilha que foi o início desse projeto de residência, que tinha tão certo como meta a interferência na paisagem de Viana. Assim como um rio, as águas/pensamento foram alterando seu curso, encontrando outras vazantes. Na sala de vídeos, podemos flagrar estes instantes. Ali o processo da obra torna-se a obra em si, leito alterado, olhar deslocado da paisagem da sua forma convencional de horizonte para uma busca da intimidade de um olhar oblíquo sobre a superfície da água brotando da terra, num fluxo tão singelo, mas potente o suficiente para alterar de forma irreversível o entorno. Nessa matéria flui nossa experiência no inconsciente, recolhemos com cuidado na palma da mão uma porção dessas memórias quando encontramos com os proprietários destas terras na lida diária com esse elemento; reconfiguramos sua dimensão simbólica, agora no trato da terra na extensão desses veios, na forma de uma artéria que sustenta cada sitiante, sua fixação no lugar. Estas relações renascentes buscam dar à memória o frescor das fontes. O ciclo prossegue, e as águas encontram seus continentes dentro e fora das famílias ali reunidas; então, é o afeto que se mostra produzindo sentidos, nomina seu lugar. As plantas ainda imberbes são fixadas ao solo na esperança de que venham a fazer parte desses guardiões num futuro, protetores daquela que os alimenta numa troca favorável que envolve a memória dentro deste gesto eu te alimento, você me alimenta, numa troca incessante de fluidos.

A obra não trata do replantio destas áreas, mas do que nesta vivência transcende a função destas futuras árvores; o plantio real dá-se na troca entre os seres envolvidos na tarefa de juntos, mentalmente, construírem esta nova hidrografia sentimental, na relação com o espaço agora constituído em lugar construído no ciclo do habitar.

Júlio Tigre 2012

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